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domingo, 19 de janeiro de 2014

O SERTÃO




                                     

Matos secos, cactos e arbustos.

               Nem para saguis existem bambus

As arvores desgalhadas sem frutos,
Boi morto rodeado de urubus.

Gemidos tristes de carros de bois...
No monte as cabras sedentas berram
Saiu o menino com a enxada e foice,
Para capinar no alto da serra.

Plantou milho e preparou uma cerca
Há tempo não ouvia o ronco do pilão
Viu a esperança na palha seca,
Veio farta chuva e regou o sertão.


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