domingo, 23 de outubro de 2016








           CAPÍTULO I

As folhas secas se espalham pela rajada do primeiro vento de outono. Depois de algum tempo, o clima fica tranquilo predominando um forte calor, enquanto o sol poente se esconde por detrás das serras sob a região de Vargem Doce.
O pica-pau, um pássaro hiperativo faz barulho importunando o sono das vizinhanças e dos companheiros. Enquanto isso, ali no habitat, existe um casal mais tranquilo e trabalhador: João de Barro e sua companheira que saem de manhã à procura de alimentos. Carregam incansavelmente argila e esterco, para construir sua casa.
Alguns metros dali; estão os adolescentes observando cada habilidade admiráveis dos pássaros. Seus olhares de inveja cercam-nos por serem independentes e livres de regras, ditadas pelos homens.
Violetta e seu irmão Acary estão fazendo trabalho de ciência no Parque Ecológico, a pedido dos professores. Eles estão interessados nos nomes das plantas e animais. Acary está entusiasmado para saber quem foi o botânico, e médico sueco, o criador da nomenclatura binominal da classificação científica. Ele comenta:

—Está escrito nesta placa que foi Carlos Lineu que criou a nomenclatura. Deu nomes aos seres vivos, que os biólogos do mundo inteiro usam.
Violetta replica:
— Esse botânico foi personagem muito importante para a Biologia. Estudar ciência é descobrir o segredo da complexidade da vida dos seres.

Acary e Violetta moram na fazenda Bureau com seus pais. Não percebem que já é tarde. Nesse ínterim Acary fala de uma paixão impossível que sente pela filha do dono da fazenda. Sua atitude despojada surpreende Violetta. Ele não faz segredo quando se refere à Paloma, o seu primeiro amor.


— Sinto meu coração despedaçado. Ontem enviei um presente de aniversário a Paloma, mas foi recusado. Ela é rebelde, mas tão singela como as pétalas das rosas.
Violetta o ouve em constrangimento. Naquele momento seria inadmissível se calar, diante da semidiotice do seu irmão.
— Está desajuizado Acary! Não ponha essa criatura indesejável em sua vida. Paloma sempre causa encrenca com todos os funcionários da fazenda, e coloca os rapazes aos seus pés. É a sensação do ridículo. Custa-me crer que você sente amor por ela. (...)

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